De um gole numa cabaça
Bebí o Açaí
Saciei em tua boca
O sabor do fruto divino
Embriagando-me com teu olhar.
Suave como vento,
Tuas mãos senti tocar
E quente como fogueira,
Em teus braços, esquentar.
Em preces de romaria,
A Deus, agradecia
Por este momento só meu !
Como pássaro sem saber voar
Liberdade, desejei
Perguntei ao sabiá
Se sabia ouvir a voz
Que vem do coração.
Sabiá me respondeu :
Toma um gole de Açaí
Alimenta tua alma,
Fortifica tua carne,
Apura teus ouvidos,
Vai à luta e a batalha.
De vaqueiro a forrozeiro,
Você apareceu.
Fez a festa no coração inteiro,
Fez seresta, cantou e encantou
Bagunçou meu coração
Lançou a flecha do amor
E na beira da fogueira,
Me amou, reascendendo ascuçena
Transformando-me em bela flor.
Silvia Kerner (15/03/99)
Como na poesia SER POETA - " Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja... É ter de mil desejos o esplendor... É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito!..." (Florbela Espanca) É assim que me sinto: mendiga; cheia de desejos dentro de um astro que flameja.
24 fevereiro 2008
BOCA DO LIXO
O que sai da boca do homem,
Sai da boca do lixo:
Do mais profano desejo...
Ao enebriado delírio !
O que sai da boca do lixo,
Nem tudo se consome
Nem tudo se aproveita.
É assim que é o coração do bicho homem.
E tudo não passa do eterno machismo ...
Silvia Kerner
Sai da boca do lixo:
Do mais profano desejo...
Ao enebriado delírio !
O que sai da boca do lixo,
Nem tudo se consome
Nem tudo se aproveita.
É assim que é o coração do bicho homem.
E tudo não passa do eterno machismo ...
Silvia Kerner
DUELO METAFÓRICO

Filha do Sol
Irmã da Lua
Afugenta esse karma
Que te devora
Te consome
Te deixa nua.
Filha do sol
Irmã da Lua
Bebe este sangue
E brinda a vida
Como se fosse
Uma eterna despedida.
Filha do Sol
Irmã da Lua
Veste teu manto
E numa sombra do acalanto,
Como esfinge em seu canto,
Respira o frescor
Sem dor sentir...
Protege teu guia
No dia que se foi
Saudando a noite sombria.
Sílvia Kerner
26/2/99
Irmã da Lua
Afugenta esse karma
Que te devora
Te consome
Te deixa nua.
Filha do sol
Irmã da Lua
Bebe este sangue
E brinda a vida
Como se fosse
Uma eterna despedida.
Filha do Sol
Irmã da Lua
Veste teu manto
E numa sombra do acalanto,
Como esfinge em seu canto,
Respira o frescor
Sem dor sentir...
Protege teu guia
No dia que se foi
Saudando a noite sombria.
Sílvia Kerner
26/2/99
Assinar:
Comentários (Atom)